Área de atuação
Regulação emocional e transtorno bipolar
Para quem entende racionalmente o que precisaria fazer, mas não consegue fazer quando a emoção chega — e para quem convive com oscilações de humor que atravessam decisões e relações.
A primeira conversa serve para entender sua demanda e ver se faz sentido seguir com o processo. Sem compromisso.
Quando a razão não alcança a emoção
Existe uma distância comum entre saber e conseguir. A pessoa sabe que aquela mensagem não merecia a resposta que deu. Sabe que a reação foi maior que o fato. Sabe, inclusive, o que teria sido melhor fazer. E ainda assim, na hora, nada disso ficou disponível.
Isso não é falha de caráter nem falta de inteligência. É desregulação emocional: a emoção sobe rápido, chega alta e desce devagar — e, enquanto está alta, o repertório de resposta encolhe. É um funcionamento, e funcionamentos podem ser treinados.
Terapia Comportamental Dialética
A DBT foi desenvolvida por Marsha Linehan e combina a estrutura da TCC com um treino explícito de habilidades, organizado em quatro grupos:
- Atenção plena (mindfulness). Perceber o que está acontecendo antes de já estar reagindo.
- Tolerância ao mal-estar. Atravessar o pico de uma emoção sem tomar a decisão que você vai lamentar em uma hora.
- Regulação emocional. Identificar, nomear e modular a intensidade; trabalhar os fatores de vulnerabilidade como sono, alimentação e sobrecarga.
- Efetividade interpessoal. Pedir, recusar e sustentar posições sem se apagar nem explodir.
O nome "dialética" vem de uma ideia central: duas coisas aparentemente opostas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. Você pode estar fazendo o melhor que consegue e precisar fazer diferente. Aceitação e mudança não se anulam.
Transtorno bipolar: o que cabe à psicologia
Aqui é importante ser exata sobre papéis. O diagnóstico e o tratamento medicamentoso do transtorno bipolar são responsabilidade médica, do psiquiatra. A psicoterapia é parte complementar do cuidado, e trabalha:
- Psicoeducação sobre o quadro, para você e, quando faz sentido, para quem convive com você
- Regularidade de rotina e de sono, um dos fatores mais consistentes na estabilidade do humor
- Identificação precoce de sinais de virada, com plano combinado do que fazer
- Adesão ao tratamento e manejo da relação com a medicação
- Reparação do impacto que os episódios deixam em trabalho, finanças e vínculos
- Luto pela expectativa de vida que o diagnóstico reorganiza — uma parte que quase nunca é nomeada
Trabalho em conjunto. Nos casos de transtorno bipolar, meu atendimento pressupõe acompanhamento psiquiátrico em paralelo. Se você ainda não tem, o encaminhamento é uma das primeiras coisas que vamos organizar.
A DBT serve só para transtorno de personalidade borderline?
Foi nesse contexto que ela nasceu, mas o treino de habilidades da DBT vem sendo estudado e aplicado em várias situações que envolvem desregulação emocional, incluindo TDAH e transtornos do humor. As habilidades são ensináveis e não pertencem a um diagnóstico só.
Você faz diagnóstico de transtorno bipolar?
Não. O diagnóstico de transtorno bipolar é médico. O que eu faço é avaliação psicológica, acompanhamento psicoterapêutico e trabalho conjunto com o psiquiatra que acompanha você. Quando alguém chega com sinais sugestivos e sem acompanhamento médico, meu papel é conversar sobre isso e encaminhar.
A psicoterapia substitui a medicação no transtorno bipolar?
Não. No transtorno bipolar, o tratamento medicamentoso conduzido por psiquiatra é a base. A psicoterapia entra como parte complementar do cuidado — psicoeducação, regularidade de rotina e sono, identificação precoce de sinais, adesão ao tratamento e manejo do impacto do quadro na vida e nas relações.
Próximo passo
Uma conversa antes de decidir
Você não precisa chegar com o problema explicado nem saber o nome do que está sentindo. Me manda uma mensagem contando, com as suas palavras, o que te trouxe até aqui — a partir daí eu te explico como funcionaria e vemos se faz sentido.
Prefere conhecer o trabalho dela antes? Acompanhe no Instagram @sabrinasteele.